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domingo, 1 de novembro de 2015

O Valor da Recompensa

Tudo começou com um convite, acompanhado de uma provocação e embutido de um desejo de uma sensação gostosa de autonomia financeira.
Estigando o que cada um sabe fazer bem feito e com amor, fechamos a presença do grupo terapêutico: Acrescente Vida à sua Vida na festa junina do nosso território.
Fiz questão de frizar!
Gente não é assistencialismo não!
Temos o custo da barraca, os ingredientes, nossa mão de obra. Temos que arregaçar as mangas e cair dentro da produção.
Na proposta de extrair a identidade de cada sujeito; entre telas, mudas de temperos, culinária e decoração reciclada, começamos a elaborar o nosso espaço.
Qual será a nossa cara na festa?
Ensaios gastronômicos foram feitos, receitas degustadas e aprovadas, encontros na casa acolhedora da Edna foram feitos, entre sucos naturais, definimos o nosso cardápio, a nossa apresentação e os nossos preços.
Chegou o dia da Estréia!
Lá estávamos nós! Com uma barraca cheia de significados e com uma boa parte do grupo na ativa, entre vendas, caixa e entregas.
No final de tudo, uma gostosa surpresa!
Tivemos lucro!
Que sensação boa!
Agora o que fazer?
A maioria ganhou! Zoológico com piquenique.
Novamente produção de comidas saudáveis, na casa acolhedora da Edna, divisão do dinheiro e lá fomos nós.
Que dia encantador!
Tantos animais interessantes, quando nos deparamos com o Urso que mantinha um movimento repetitivo estranho, para frente e para trás e balançava a cabeça no portão de um lado para o outro.
Me surpreendi com a fala de um usuário: Deve ser um tipo de psicose; a outra complementa: Deve estar fazendo terapia.....
Nisso, a gente ver um banner com a explicação:
Ele está em tratamento, sofreu maus tratos, foi mau alimentado, ficou em um local de 2 m2, e foi condicionado a fazer esse movimento para se apresentar no circo, para a alegria de uma platéia que não tem a menor idéia do que estava por trás daquela apresentação, no sofrimento que o animal passa para nos fazer sorrir.
O mais interessante foi a percepção dos usuários do grupo, para além do movimento condicionado, conseguiram enxergar um sofrimento psquíco, através da mão do homem, deixando o animal muito longe da sua essência, do seu meio e despotencializando aquele grande animal.
Não é psicose! É simplesmente maus tratos, e como isso reverbera em todos nós!

Mariana Zogaib
CRN-4:10101434


Um comentário:

  1. Mais um bom artigo querida amiga que fala de cuidados e amor aos animais e a nos mesmos, parabens, obrigada, bjim,
    Cassia Charrison

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